Eu sou
intensa. Por mais que eu tente puxar o freio de mão,
as emoções me dominam e pulam de dentro de mim desesperadamente. Procuro fazer o bem e ficar em paz com minha
consciência e meu coração, mas de vez em quando cometo deslizes humanos.
Sinto
ciúme, e tenho dias azedos. Sou quase normal
e quase louca. Não sei muita coisa, mas procuro estar com os olhos e
ouvidos abertos para absorver tudo que a vida me dá. E eu amo, amo demais. Tenho um amor
imenso pelas pessoas que são importantes na minha vida.
Hoje, falando com uma amiga, ouvi a
seguinte frase "pela mulher que você é, a pessoa que está contigo tem
que te dar o céu". Fiquei pensando nisso. O céu é tão grande, tão cheio
de estrelas, tão lindo. Será que eu mereço? Me peguei pensando em coisas
- parecidas - que já ouvi. Percebi que minha autoestima anda em queda livre, baixíssima.
Acho que já faz algum tempo que ando assim, me sentindo um nada. Então,
quando ouço esse tipo de coisa fico me perguntando: mereço? Sou tudo
isso? Será?
Decidi me olhar no espelho. Vi uma mulher com nariz delicado, boca bonita, olhos expressivos,Vi uma mulher que precisa perder vários
quilos. Vi uma mulher que anda sorrindo pouco. Vi uma mulher que sente
tanto, mas anda tão cansada que mal olha para si mesma. Sabe, tem coisas
que ficam. Um dia, ouvi coisas pesadas, fortes, feias. Se fosse de
qualquer um, tudo bem. Mas não. Era de uma pessoa importante.
E essa coisa ficou dentro de mim. Levou
fermento. Cresceu. Se instalou. A partir daí, olho para o espelho e não
vejo essa mulher bonita. Vejo uma pessoa insegura, com a autoestima lá
no chão, vejo uma pessoa que não sabe se é capaz. Isso me assusta um
pouco. Tem palavra que fica. Tem sentimento que foge. Tem coisa que
agride.
Eu, que adoro rir, nunca ri tão pouco.
Meu riso e meu sorriso andam acanhados, tímidos, preferem ficar do lado
de fora da festa observando tudo que acontece. Ando séria,
introspectiva, fechada, refletindo sobre a vida.Me aconteceram coisas tão boas. Delas,
procuro lembrar sempre. Me aconteceram coisas tão ruins. Delas, tiro
lição. Dois mil e doze foi um ano marcante. E doído.
Em alguns momentos, a gente precisa de
mais do que nos dão. Certos períodos são delicados, exigem mais atenção,
cuidado, amor, dedicação, delicadeza. Acho que é isso: tô precisando do
céu.
Ver as estrelas...
De vez em quando a gente precisa se
posicionar, encarar os fatos de frente e fazer um raio-x criterioso do
que se passa lá dentro. É que ninguém enxerga o nosso avesso.